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O lugar da Saúde mental no ESG

Se lhe perguntarmos qual foi o principal impacto da pandemia no seu negócio, qual seria a sua resposta? Provavelmente responderia algo relacionado com a mudança no portefólio de clientes, a reformulação das cadeias produtivas, a adaptação a um novo regime de trabalho. Mas como ficou o equilíbrio psicológico dos seus colaboradores? Esse tema foi colocado em questão? 

No artigo de hoje, o convite é justamente a esta reflexão, considerando, principalmente, a forte relação entre saúde mental e ESG. 

Aqui está um resumo do que pode encontrar nas próximas linhas deste artigo: 

  • A pandemia teve um efeito negativo na saúde mental dos portugueses; 
  • Ter programas internos associados à saúde mental têm impacto direto na decisão dos colaboradores permanecerem ou não numa empresa; 
  • De acordo com a OMS, para cada US$1 investido em bem-estar dos funcionários, US$4 são obtidos em ROI (Retorno sobre o investimento).

Pode começar a mudar a forma como a sua empresa se relaciona com questões de saúde mental ainda hoje. Quer perceber como? Continue a ler! 

O lugar da saúde mental no ESG

Ambiental, social e governamental. Ao ver critérios do ESG descritos desta forma, parece não inclui a saúde mental nesta temática. 

A verdade, porém, é que promover a qualidade de vida no trabalho é um dos mais relevantes aspetos considerados no S do ESG, que tem como principal objetivo, assegurar a geração de impacto social positivo em todos os seus públicos de interesse. E isso inclui, é claro, o público interno. 

Este público mostra, aliás, de forma cada vez mais expressiva que a sua relação com os negócios em que trabalha passa também pela promoção de um ambiente de trabalho digno e satisfatório. 

De acordo com uma pesquisa da LifeWorks divulgada na Forbes, os trabalhadores que indicaram ter um ambiente de trabalho saudável tiveram um melhor desempenho do que aqueles em empresas que não oferecem nenhum tipo de apoio. 

E mais! Cerca de 76% dos entrevistados afirmaram que ações positivas de saúde mental são um fator decisivo no momento de optar por se despedir ou permanecer num determinado ambiente de trabalho. 

O que dizem os números sobre a importância da saúde mental no ESG

A análise do impacto da saúde mental na vida dos portugueses e a sua relação direta com os indicadores de ESG, cada vez mais popularizados nas empresas, é ainda mais ampla. 

Reunimos alguns dados e indicadores que ajudam a entender melhor o panorama atual do país em relação aos impactos da pandemia e das novas condições de trabalho na vida dos trabalhadores.

De acordo comum estudo do Barómetro Covid-19, 82% dos portugueses sente efeitos negativos na sua saúde mental, desencadeado pelo período que vivemos.

Em relação à forma como os portugueses estão a desenvolver a sua atividade profissional, os participantes indicaram sentirem-se ansiosos “todos os dias”: 35% são trabalhadores que estão em teletrabalho, 23% suspenderam a sua atividade profissional e apenas 9% está a trabalhar no local de trabalho.

Estes dados são um alerta para que os empregadores e gestores de RH para reavaliarem o papel das empresas, neste novo contexto. 

Pandemia: a causadora de transtornos mentais 

As empresas que se esforçam para incorporar os critérios ESG à estratégia interna do seu negócio não podem ignorar o impacto da pandemia na saúde mental dos seus colaboradores. Afinal, trata-se de um efeito percebido em larga escala por todo o mundo.

Podemos dizer, inclusive, que observar a saúde mental das equipas de trabalho ao longo da pandemia vai deixando de ser uma estratégia de negócio, para se tornar, sobretudo, numa questão de empatia. 

De acordo com o Barómetro, 38% dos portugueses revela sentir-se mais agitado ou ansioso comparativamente com o período antes da COVID-19. Também quase um terço reporta problemas relacionados com o sono, 25% sente que não consegue fazer tudo o que tem de fazer e 23% diz estar sempre a pensar em COVID-19. 

Saúde mental e desempenho financeiro da empresa — que relação? 

Pensar em saúde mental como parte do ESG é o caminho a percorrer para as organizações começarem a colher os frutos ligados ao desenvolvimento de um ambiente de trabalho mais leve, acolhedor e saudável. 

Além dos efeitos relacionados à gestão de pessoas, como a taxa de retenção e o engagement dos colaboradores, o investimento em saúde mental tem impacto direto no retorno financeiro do negócio. 

A previsão da Lancet Comission traz um dado bastante importante, neste sentido. Até 2030, espera-se que o número de dias de trabalho perdidos causado por problemas relacionados com a saúde mental dos funcionários tenha um impacto de US$ 16 biliões na economia global. 

Depois da informação…a ação! O que pode fazer pela saúde mental dos seus colaboradores HOJE?

Promover saúde mental no ambiente de trabalho deve ser um objetivo contínuo e presente na rotina da empresa. Claro que investir e promover programas completos de suporte psicológico junto das suas equipas deve ser uma meta coletiva para todas as organizações. 

No entanto, há uma série de atitudes que pode incorporar já no dia a dia da sua empresa e que não requerem recursos orçamentais expressivos. Apenas o esforço coletivo e o compromisso da direção com a criação de um melhor ambiente de trabalho. 

Algumas dicas:

  • Pratique ouvir ativamente os seus colaboradores. Inclua perguntas como “como se sente?” em reuniões 1-1, updates diários e em encontros informais, ao longo do dia;
  • Promova momentos de descanso no meio da rotina. 15 minutos de ginástica laboral, pequenos intervalos durante o dia de trabalho e autonomia para definirem horários de almoço e lanche. Estas são práticas facilmente incorporáveis tanto em rotinas presenciais como remotas;
  • Se a sua empresa adota o modelo remoto ou híbrido de trabalho, preocupe-se com as condições em que operam fora do ambiente corporativo. Espaço de trabalho digno e cuidados com a ergonomia, também, têm impacto direto no equilíbrio mental e psicológico dos colaboradores;
  • Realize ações de Responsabilidade Social Corporativa e Impacto Social. 

Se a sua empresa trabalha orientada pelos critérios ESG, já sabe que estas ações precisam ocupar um papel mais estratégico no negócio do que as pontuais ações de filantropia. 

Aproveite para envolver a sua equipa num processo de troca com a comunidade. Estimule a partilha de saberes através do voluntariado de competências, envolva a equipa na elaboração de programas de aceleração e na captação de projetos interessantes para a sua empresa. 

Com a esolidar, pode desenvolver programas de aceleração de início ao fim, utilizando apenas uma plataforma. 

Captação de projetos, relacionamento com a equipa de voluntários, gestão de ações de capacitação e, até, a realização de ações pontuais para assegurar a manutenção dos projetos apoiados são alguns dos recursos disponíveis na nossa solução, que pode ser operada por apenas uma pessoa, sem a necessidade de mais recursos ou orçamentos. 

Quer potencializar a saúde mental no ESG promovido pela sua empresa com a ajuda de ações de troca com a comunidade? Agende uma conversa com a nossa equipa comercial e perceba como a esolidar o pode ajudar!

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